Gosto de sangue
AMIGOS DO BOSQUÍMANO
Concordo com Bosquímano: devemos jogar contra os arianos na retranca — incrível, as experiências genéticas foram tão eficazes que até os negões de lá são do signo de Áries. Aliás, nem precisa botar atacante. Bota só zagueiro e volante. Mas não do tipo comum, somente do molde encontrado nos açougues recifenses. Isso mesmo, devemos jogar com açougueiros da terrinha, os adoradores de sangue — não para beber, claro, pois não são vampiros; além do mais, sangue dos pampas é loiro e um tanto ralo, não dando nem para uma cabidela. Um açougueiro por vocação gosta é de ver sangue jorrando. Bate, corta e vê aquela corredeira quente e espumosa.
Por que tanta violência, logo num blog tão pacifista? É que tô cansado de ver meu clube levando porrada. Todo jogo é tranco, cusparada, roubo de juiz e porrada, muita porrada. Consideram-nos farroupilhas, que ironia!, e tome pancada. Isso cansa e dói, pois sofro ver Carlinhos ser caçado em campo. Dá pra sentir as pancadas no tornozelo de Rosembrick. E irrita aquela torcida portunhol, que imita o peronismo facistóide de alguns hermanos portenhos, estimulando a pancadaria. E irrita aquela arrogância de Mano Menezes, o "tio Alf" dos pampas. Dizem que o cabra é pintor, péssimo pintor. Confesso que tenho pavor de pintores frustrados — Parreira é um deles! Quando vejo aqueles olhinhos gauchische blutseinheit reparando nas pernas dos jogadores corais, tenho calafrios e sinto dor nas canelas. E irrita mais ainda escutar a rádio e ler os jornais da grande planície — e tome preconceito contra pernas tortas, nanismo e manguzá!
Já liguei pra lá e tentei parlamentar:
_ Rapaz, qual o problema em ser enfezado?!
_ Rapaz, sabemos ler, sim!
_ Rapaz, tem gente acima de 1,50 m, sim!
_ Rapaz, não comemos caatinga, não — isso se come?!
Há qualquer coisa de errado ali; talvez, a proximidade com a Argentina; quem sabe, o gosto por ovos de serpente. A proibição de baião-de-dois nas refeições das concentrações é um fato preocupante. A eugenia de guenzos é atroz. A discriminação contra a abertura vigorosa da vogal pré-tônica é revoltante. O ensino obrigatório, entre as torcidas, do portenho é lavagem cerebral.
Por isso, todo cuidado é pouco. Sangue contra sangue. E vamos ver quem dá mais porrada Escalemos assim açougueiros; mas, não quaisquer magarefes, e sim os descendentes da Grande Sinagoga do Recife, os famosos Judden-Metzger, conhecidos pela habilidade em cortar carnes brancas e teutônicas. Sim, dessa forma, veremos uma batalha campal, todos os profetas tocando suas trombetas do Apocalipse. O Santinha, caros leitores, com seus açougueiros sefarditas, será o Gueto de Varsóvia dos lourinhos. Quem viver, verá.
Concordo com Bosquímano: devemos jogar contra os arianos na retranca — incrível, as experiências genéticas foram tão eficazes que até os negões de lá são do signo de Áries. Aliás, nem precisa botar atacante. Bota só zagueiro e volante. Mas não do tipo comum, somente do molde encontrado nos açougues recifenses. Isso mesmo, devemos jogar com açougueiros da terrinha, os adoradores de sangue — não para beber, claro, pois não são vampiros; além do mais, sangue dos pampas é loiro e um tanto ralo, não dando nem para uma cabidela. Um açougueiro por vocação gosta é de ver sangue jorrando. Bate, corta e vê aquela corredeira quente e espumosa.
Por que tanta violência, logo num blog tão pacifista? É que tô cansado de ver meu clube levando porrada. Todo jogo é tranco, cusparada, roubo de juiz e porrada, muita porrada. Consideram-nos farroupilhas, que ironia!, e tome pancada. Isso cansa e dói, pois sofro ver Carlinhos ser caçado em campo. Dá pra sentir as pancadas no tornozelo de Rosembrick. E irrita aquela torcida portunhol, que imita o peronismo facistóide de alguns hermanos portenhos, estimulando a pancadaria. E irrita aquela arrogância de Mano Menezes, o "tio Alf" dos pampas. Dizem que o cabra é pintor, péssimo pintor. Confesso que tenho pavor de pintores frustrados — Parreira é um deles! Quando vejo aqueles olhinhos gauchische blutseinheit reparando nas pernas dos jogadores corais, tenho calafrios e sinto dor nas canelas. E irrita mais ainda escutar a rádio e ler os jornais da grande planície — e tome preconceito contra pernas tortas, nanismo e manguzá!
Já liguei pra lá e tentei parlamentar:
_ Rapaz, qual o problema em ser enfezado?!
_ Rapaz, sabemos ler, sim!
_ Rapaz, tem gente acima de 1,50 m, sim!
_ Rapaz, não comemos caatinga, não — isso se come?!
Há qualquer coisa de errado ali; talvez, a proximidade com a Argentina; quem sabe, o gosto por ovos de serpente. A proibição de baião-de-dois nas refeições das concentrações é um fato preocupante. A eugenia de guenzos é atroz. A discriminação contra a abertura vigorosa da vogal pré-tônica é revoltante. O ensino obrigatório, entre as torcidas, do portenho é lavagem cerebral.
Por isso, todo cuidado é pouco. Sangue contra sangue. E vamos ver quem dá mais porrada Escalemos assim açougueiros; mas, não quaisquer magarefes, e sim os descendentes da Grande Sinagoga do Recife, os famosos Judden-Metzger, conhecidos pela habilidade em cortar carnes brancas e teutônicas. Sim, dessa forma, veremos uma batalha campal, todos os profetas tocando suas trombetas do Apocalipse. O Santinha, caros leitores, com seus açougueiros sefarditas, será o Gueto de Varsóvia dos lourinhos. Quem viver, verá.

3 Comments:
rapaz, deu medo... lembrei do comentário de niezsche a 'memórias do subsolo': 'pela primeira vez vejo sangue escorrendo em cada parágrafo de uma obra'. putz, confesso que agora dou mesmo uma de barbie. eu que não queria tá na pele dos gremistas.
de todo modo, pau nos gremistas. se vencermos a lusa, queremos que os gaúchos já cheguem ao recife quebrados. quero ver se a cobrinha peçonhenta é mesmo peçonhenta.
quanto ao grêmio, restará parafrasear quintana, ao ver o timbuzinho subindo à primeirona com a cobra: eles passarão/ e eu greminho
aécio.
Deu prazer em escrever de forma violenta. E isso me causou medo. O texto original, vetado pela minha auto-censura, é a coisa mais medonha que já escrevi. Cheguei ao cúmulo do preconceito e do sectarismo. Tinha até escrito uma paródia em alemão que tirei de um diálogo entre Hitler e Himmler - um horror!
E deu prazer. Confesso aos meus amigos que, atrás de todo pacifista, esconde-se um fascista! Acho que é efeito da greve ou da gripe, sei lá...
Já vão 2x0 pro grêmio. Depois de um belo 1 tempo a falta de açougueiros resultou em dois gols de cabeça. Nos faz falta mesmo é uns banquinhos pra alcançar a bola levantada
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